terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Desculpa

Te olho nos olhos e você reclama...Que te olho muito profundamente.Desculpa,Tudo que vivi foi muito profundamente...Eu te ensinei quem sou...E você foi me tirando...Os espaços entre os abraços,Guarda-me apenas uma fresta.Eu que sempre fui livre,Não importava o que os outros dissessem.Até onde posso ir para te resgatar?Reclama de mim, como se houvesse possibilidade...De me inventar de novo.Desculpa...Desculpa se te olho profundamente, rente à pele...A ponto de ver seus ancestrais...Nos seus traços.A ponto de ver a estrada...Onde ficam seus passos.Eu não vou separar minhas vitóriasDos meus fracassos!Eu não vou renunciar a mim; Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser Vibrante, errante, sujo, livre, quente. Eu quero estar viva e permanecer Te olhando profundamente."